conclusões baratas de uma rebeca na itália


Em uma das minhas aulas de Italiano, minha professora trouxe um artigo de um jornal Italiano com o qual concordei plenamente, o titulo diz: Chi parla un’altra língua diventa un’altra persona, traduzindo ” Quem fala uma outra língua, torna-se uma outra pessoa”.
Eu já tinha essa sensação de mudança há algum tempo, mas não sabia traduzir em palavras esse sentimento; até ler esse artigo pensava que talvez fosse uma sensação minha, porque afinal, não domino a língua e é normal que não saiba me exprimir com precisão todas as vezes que eu quero. Além da imagem que passamos o que falamos é a nossa “porta principal de saída” é a partir do que falamos que exprimimos opiniões, gostos, que contamos nosso ponto de vista, que decepcionamos e que fazemos rir, portanto o que e como falamos é uma parte essencial nossa e é um grande aliado para fazer amizades e ser motivo de orgulho ou o contrário. Quando devemos falar TUDO em outra língua todos aqueles itens são prejudicados até que não se aprenda BEM tal língua portando, mudamos. No início é normal que não se exprima tanto nem a felicidade e nem a tristeza por falta de vocabulário, que fale menos simplesmente por não saber o que falar, que não tire dúvidas no colégio por não saber nem qual parte que não foi entendida, por não rir das piadas porque o humor é decisivamente o mais difícil de entender quando não se trata da sua língua mãe, em ter dificuldade de contar histórias, explicar um sentimento, detalhar um objeto ou local; enfim, fica tudo mais difícil.         O artigo fala de uma pesquisa da universidade do Texas que afirma que quem aprende uma nova língua obtém uma nova alma, isso porque após estudos chegaram a conclusão de que italianos quando falam inglês gesticulam menos, e que americanos da fronteira quando falam espanhol se parecem muito mais com mexicanos. Ou seja, alguns aspectos da personalidade como: simpatia, extroversão, socialização e timidez mudam em base a língua em que se fala.              
                A minha conclusão? Que a língua é a partir do que o povo é. Um povo preciso terá uma língua precisa, um povo frio terá uma língua de um modo ou de outro fria, um povo nada preciso terá provavelmente uma coisa que chamam de gramática e outra que chamam de língua falada (talvez esse seja nosso caso...) E você pode comprovar essas sensações que acabei de citar pelo fato de que falar tal língua te de mais prazer que falar outra tal. E com isso, quando falamos uma língua que não é a nossa adquirimos esses respectivos aspectos do povo, mesmo que sutilmente. Enfim, após algum tempo estudando a gramática italiana e depois de três meses morando na Itália e com um ponto de vista de alguém com a língua mãe “brasileira” digo que o italiano com toda a sua beleza e detalhes é como o povo italiano: é uma língua que em sua gramática não faltam artículos, se fala como se escreve e suas milhares de letras duplas é um detalhe inquietante. Ou seja, é uma língua pra mostrar beleza e detalhes, a língua italiana é feita pra ser bella, e talvez assim seja o povo, se parar pra pensar dão tanto valor a uma boa comida, a uma bela arquitetura, o que são detalhes...


P.S: somos o que somos, por estarmos onde estamos, wooow! 

Comentários

  1. mana,
    realmente interessante o que tu escreveste!
    concordo muito!
    bjins

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  2. meu mto legal pensar a respeito disso
    vai até virar meu tópico filosofico da semana!!!hahaha

    mto bom bequinha! continue inspirada assim! haha

    beeeijos

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  3. também concordo muito, mesmo sem vivenciar!

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