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Mostrando postagens de setembro, 2012

Idealismo.

Ouvi falar que hoje, dia 25/09, é o dia do coração. Figurativamente pensei nos corações pacientes, naqueles que ainda sonham, idealizam um amor. Acredito que no início, o coração sonha com um príncipe/princesa, sonha com o momento certo, com atitudes certas, com cerimônias, pedidos oficiais, anéis, com relações estáveis, com relações definidas, explicáveis, apresentáveis. Sonhamos com tudo acontecendo no momento certo, na ordem certa, sonhamos que tudo seja como deve ser, que seja como a sociedade quer que seja. No início sonhamos com tudo que está no regulamento. O tempo passa e além de o amor acontecer como “não deveria”, às vezes nada acontece. É nesse momento que o coração deixa de ser idealista. O tempo passa e o coração simplesmente só quer que aconteça. Seja o que for. O coração se cansa e exige pouco, ou o mínimo. Que venha no momento errado, que seja complicado, enrolado, mas que seja. Que seja escondido, que seja errado, mas que venha. No fim, o coração só quer amor, seja...

EM QUEM CONFIAR?

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Os brasileiros vivem um impasse: ser contra ou a favor da hidrelétrica de Belo Monte. Desde que surgiu a ideia de construí-la, vários protestos ocorreram. Desde que começou a ser construída, a obra já foi interrompida no mínimo duas vezes, a última ainda na semana passada. É difícil saber em quem confiar – nos ambientalistas ou no governo -, pois é pouca e banal a informação que chega aos ouvidos dos cidadãos. Só o que sabemos é que o Brasil, num futuro muito urgente, precisará de mais energia, mas a hidrelétrica será construída em um local habitado por indígenas, alagará um pedaço enorme da floresta amazônica e não produzirá 100% da sua capacidade. Tais declarações tornaram-se certezas depois que celebridades globais gravaram um vídeo, que teve ampla circulação na internet, afirmando esses dados.O vídeo torna-se comovente àqueles que se importam com o meio ambiente. No entanto, no lugar dessa emoção, o senso crítico é que deveria ganhar mais força. Será mesmo que a hidrelétrica é ...

A magia persiste

O rádio foi o primeiro meio eletrônico a trazer informação e, por esse motivo, foi e ainda é considerado muito especial por várias pessoas. Como toda nova mídia, começou tímid, apenas lendo as notícias dos jornais e aos poucos foi mudando, desenvolvendo um estilo próprio e deixando de ser uma ameaça às mídias impressas. Assim como os jornais tinham suas referências, os rádios começaram a ter seus ícones. Aos poucos deixou de ser uma “caixa que sai som” e conquistou espaço na vida das pessoas. E o espaço tomado foi realmente importante. Numa era sem televisão, as pessoas  ligavam o rádio ao chegarem em casa. Quando sozinhas, ele era companhia e, além de tudo, era muito democrático: bastava ouvir para compreender, os olhos não serviam para nada. Aquela caixa era mágica, não se sabia da onde vinha aquela voz, mas ela trazia informações importantes. Era como uma visita ilustre em casa. Aproximava o agricultor do interior ao discurso do presidente. Depois inventaram a te...