A magia persiste
O rádio foi o primeiro meio
eletrônico a trazer informação e, por esse motivo, foi e ainda é considerado
muito especial por várias pessoas. Como toda nova mídia, começou tímid, apenas
lendo as notícias dos jornais e aos poucos foi mudando, desenvolvendo um estilo
próprio e deixando de ser uma ameaça às mídias impressas. Assim como os jornais
tinham suas referências, os rádios começaram a ter seus ícones. Aos poucos deixou
de ser uma “caixa que sai som” e conquistou espaço na vida das pessoas. E o
espaço tomado foi realmente importante.
Numa era sem televisão, as
pessoas ligavam o rádio ao chegarem em casa. Quando sozinhas,
ele era companhia e, além de tudo, era muito democrático: bastava ouvir para
compreender, os olhos não serviam para nada. Aquela caixa era mágica, não se
sabia da onde vinha aquela voz, mas ela trazia informações importantes. Era
como uma visita ilustre em casa. Aproximava o agricultor do interior ao
discurso do presidente.
Depois inventaram a televisão, o
discman, a internet, o mp3. Vivemos em uma era onde as pessoas fazem download
da música que querem, quando querem, e transportam milhares delas no bolso. As
notícias são lidas nos tablets. As rádionovelas tornaram-se telenovelas, foi-se
a imaginação. Mas, em um era onde temos quase tudo na hora em que queremos, é
maravilhosamente bom ouvir a nossa música preferida, sem ter pedido nem pagado,
de repente tocar no rádio. A magia persiste.
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